Uma análise dos precedentes recentes do STJ nas ações de reparação de danos concorrenciais

Este artigo analisa precedentes recentes do STJ sobre o tema da prescrição em ARDCs no Brasil desde a entrada em vigor da Lei 14.470/2022.

a.   Tipo de ação

As ações stand alone foram definidas como aquelas que “não dependem de decisão no processo administrativo iniciado perante o CADE”. Já as follow on seriam aquelas em que “o pedido condenatório tem como causa de pedir o reconhecimento, pelo CADE, da existência de cartel”. Ação anulatória em curso no Judiciário não descaracteriza a modalidade follow on. O reconhecimento de participação na conduta no âmbito de um acordo celebrado com o CADE (TCC) não se equipara ao reconhecimento do ilícito e, portanto, não configura a modalidade follow-on.

b.   Prazo prescricional

O prazo prescricional para as ações propostas antes de 16 de novembro de 2022 é de três anos. Já para as ações propostas após a entrada em vigor da Lei 14.470, o prazo é de cinco anos. Contudo, mesmo para as ações propostas após essa data, aplica-se o prazo de três anos aos casos em que a prescrição já se tenha operado.

c.  Termo inicial

O evento que marca o início da contagem do prazo prescritivo é a ciência do fato ilícito.

Nas ações follow on, a ciência inequívoca do ilícito ocorre com a publicação da decisão definitiva do CADE reconhecendo o ilícito. Incluem-se nessa hipótese as decisões homologatórias de TCCs e acordos de leniência nos quais haja reconhecimento do ilícito, excluídos os casos nos quais tenha sido conferida confidencialidade. Alguns precedentes sinalizam ser o termo inicial, contudo, o “trânsito em julgado do procedimento administrativo” ou a “data em que foi proferida aquela condenação”.

Nas ações stand alone, a definição do termo inicial é casuística. Na maioria dos precedentes, entendeu-se que a ciência inequívoca teria ocorrido na data da celebração do contrato em que o preço para o pagamento do produto foi fixado. Contudo, há entendimento também no sentido de que o momento da ciência inequívoca se deu com a “publicação da instauração do processo administrativo perante o CADE (. ), fato amplamente divulgado pela mídia”


Prescrizione delle ARDC in Brasile

Un’analisi dei recenti precedenti del Tribunale Superiore di Giustizia (STJ) – Brasile nelle azioni di risarcimento dei danni concorrenziali

Il presente articolo esaminerà come il Tribunale Superiore di Giustizia (STJ) – Brasile abbia deciso in merito alla prescrizione nelle ARDC nei casi giudicati dopo l’entrata in vigore della legge 14.470/2022.

a. Tipo di azione

Le azioni stand alone sono state definite come quelle che “non dipendono da una decisione nel procedimento amministrativo avviato dinanzi al CADE” . Mentre le follow on sarebbero quelle in cui “la domanda di condanna si fonda sul riconoscimento, da parte del CADE, dell’esistenza di un cartello”. Il fatto che la decisione del CADE sia oggetto di un’azione di annullamento in corso presso il potere giudiziario non esclude la modalità follow on3. Il riconoscimento della partecipazione alla condotta nell’ambito di un accordo concluso con il CADE (TCC) non equivale al riconoscimento dell’illecito e, pertanto, non configura la modalità follow-on.

 b. Termine di prescrizione

Il termine di prescrizione per le azioni proposte prima del 16 novembre 2022 è quello previsto dall’art. 206, §3º, V, del Codice Civile: tre anni. Per le azioni proposte dopo l’entrata in vigore della Legge 14.470 il termine è di cinque anni. Tuttavia, anche per le azioni proposte dopo tale data, si applica il termine di tre anni ai casi in cui la prescrizione sia già maturata.

 c. Termine iniziale

L’evento che segna l’inizio del computo del termine di prescrizione è la conoscenza del fatto illecito.

Nelle azioni follow on, la conoscenza inequivocabile dell’illecito si verifica con la pubblicazione della decisione definitiva del CADE che riconosce l’illecito. Rientrano in questa ipotesi le decisioni di omologazione dei TCC e gli accordi di clemenza in cui vi sia riconoscimento dell’illecito, esclusi i casi in cui sia stata conferita la riservatezza. 

Alcuni precedenti indicano come termine iniziale, tuttavia, il “Passaggio in giudicato del procedimento amministrativo in cui l’autarchia ha riconosciuto l’esistenza dell’illecito concorrenziale” oppure la “data in cui è stata pronunciata quella condanna”.

Nelle azioni stand alone, la definizione del termine iniziale è casistica. Nella maggior parte dei precedenti, si è ritenuto che la conoscenza inequivocabile sia avvenuta alla data della stipula del contratto in cui il prezzo per il pagamento del prodotto è stato fissato. Tuttavia, esiste un’interpretazione secondo cui il momento della conoscenza inequivocabile si è verificato con la “pubblicazione dell’apertura del procedimento amministrativo dinanzi al CADE (.),fatto ampiamente divulgato dai media”.

Artigo publicado na revista Affari.